Olha
Será que ela é moça
Será que ela é triste
Será que é o contrário
Será que é pintura
O rosto da atriz
Se ela dança no sétimo céu
Se ela acredita que é outro país
E se ela só decora o seu papel
E se eu pudesse entrar na sua vida
Olha
Será que é de louça
Será que é de éter
Será que é loucura
Será que é cenário
A casa da atriz
Se ela mora num arranha-céu
E se as paredes são feitas de giz
E se ela chora num quarto de hotel
E se eu pudesse entrar na sua vida
Sim, me leva para sempre, Beatriz
Me ensina a não andar com os pés no chão
Para sempre é sempre por um triz
Ah, diz quantos desastres tem na minha mão
Diz se é perigoso a gente ser feliz
Olha
Será que é uma estrela
Será que é mentira
Será que é comédia
Será que é divina
A vida da atriz
Se ela um dia despencar do céu
E se os pagantes exigirem bis
E se um arcanjo passar o chapéu
E se eu pudesse entrar na sua vida
por Edu Lobo/Chico Buarque
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22e 23 de Fevereiro de 2005
O espaço chamava-se Terra.
Passou um caderno em que as pessoas iam escrevendo.
Ficou assim:
Escorro a lágrima que corre para as profundedades inebriadas da emoção.
A gruta de sonhos derramados como tinta de piano solitário.
È quase a concretização, o sangue corre a velocidade mil até à ponta dos dedos e para. Trava. Quase tocava. Quase cheirava o cabelo. Quase abraçava.
Estamos sob as árvores, de caras insufladas no bule de chá. A luz rodopia nas palavras por assentar.
Quase respiro.
exorcizas o sincretismo dos suspiros
abres a mão e libertas o mar revolto
sem esquecer a primeira luz nos antigos olhos
O carrocel da minha infância... que gira vezes sem conta no meu pensamento, e insiste em fazer girar a minha vida em torno de um mesmo objectivo... um só!
E enrola-se como aspiral corpórea que nos toca, contra a fita cortante que alimenta o amor do nosso coração, o rio belo ao qual nos juntámos e percorremos em toda a sua intensa melancolia.
Somos um... e contudo sentimo-nos separados...
-Pensa numa cor.
-Pensei.
-Pensa numa flor.
-Pensei.
-Pensa num desejo.
-Pensei.
-Para cima ou para baixo?
Para cima. É um movimento que não controlo. Juro. Prometo. Ás vezes chamo e descrubo que não lhe sei o nome. E quando vem, assim, agora, nem penso em perguntar como se chama o sorriso.
" Que horas são na terra dos sonhos? Que passas? Sei disso. Sei que cerveja com amigos. Sei que os amo. E a ti também. Que cores são na terra dos sonhos?"
"É preciso lençois." (Sílvio Mendes) Todas as ruas por fazer numa cidade tremida. Para cima. Um, dois, três e já não te conheço. Apaguei a tabuada do lápis com a aguça.
nas tardes de amor e esquecimento
um ópio sanguinário revelado por trés verbos
alma jogada em póker e o vinho tinto da menstruação
querer viver por cima da sobrevivência: os passos perdidos
Aquele som!... Aquele cheiro... Que saudades de correr por entre aquelas folhas secas de Outono, e ouvir o estalar dos meus passos sobre elas... Aquele cheiro! As cores... que saudades... Por momentos ainda consigo ouvir o riso do prazer, sentir aquele cheiro e rever as cores.
Sul!
Um dia, um espaço em branco,
outro dia...
Um Norte magnético!
Uma folha de papel rasgada, precisada de ser escrita.
Um dá sorridente... num vazio... num dia triste.
Num olhar que se despede infinitamente para se sepultar.
Como estátua erquida à beleza idealizada.
Um sonho. Uma palavra. Um silêncio. Um espaço a percorrer.
Ainda em branco...
Ainda em branco...
Entre mim e ti.
O que se quer dizer quando se escreve Sul?
E quando se escreve Sol? Amanhece?
Os autores:
Paulo
Catarina
Rita
Hugo Rafael
Joana
Milú
Helder
Algumas pessoas não conheço. Estavam apenas na nossa mesa e marcaram o meu caderno.
Escrevemos a noite a bater-nos na cara. Eu acredito.
O espaço chamava-se Terra.
Passou um caderno em que as pessoas iam escrevendo.
Ficou assim:
Escorro a lágrima que corre para as profundedades inebriadas da emoção.
A gruta de sonhos derramados como tinta de piano solitário.
È quase a concretização, o sangue corre a velocidade mil até à ponta dos dedos e para. Trava. Quase tocava. Quase cheirava o cabelo. Quase abraçava.
Estamos sob as árvores, de caras insufladas no bule de chá. A luz rodopia nas palavras por assentar.
Quase respiro.
exorcizas o sincretismo dos suspiros
abres a mão e libertas o mar revolto
sem esquecer a primeira luz nos antigos olhos
O carrocel da minha infância... que gira vezes sem conta no meu pensamento, e insiste em fazer girar a minha vida em torno de um mesmo objectivo... um só!
E enrola-se como aspiral corpórea que nos toca, contra a fita cortante que alimenta o amor do nosso coração, o rio belo ao qual nos juntámos e percorremos em toda a sua intensa melancolia.
Somos um... e contudo sentimo-nos separados...
-Pensa numa cor.
-Pensei.
-Pensa numa flor.
-Pensei.
-Pensa num desejo.
-Pensei.
-Para cima ou para baixo?
Para cima. É um movimento que não controlo. Juro. Prometo. Ás vezes chamo e descrubo que não lhe sei o nome. E quando vem, assim, agora, nem penso em perguntar como se chama o sorriso.
" Que horas são na terra dos sonhos? Que passas? Sei disso. Sei que cerveja com amigos. Sei que os amo. E a ti também. Que cores são na terra dos sonhos?"
"É preciso lençois." (Sílvio Mendes) Todas as ruas por fazer numa cidade tremida. Para cima. Um, dois, três e já não te conheço. Apaguei a tabuada do lápis com a aguça.
nas tardes de amor e esquecimento
um ópio sanguinário revelado por trés verbos
alma jogada em póker e o vinho tinto da menstruação
querer viver por cima da sobrevivência: os passos perdidos
Aquele som!... Aquele cheiro... Que saudades de correr por entre aquelas folhas secas de Outono, e ouvir o estalar dos meus passos sobre elas... Aquele cheiro! As cores... que saudades... Por momentos ainda consigo ouvir o riso do prazer, sentir aquele cheiro e rever as cores.
Sul!
Um dia, um espaço em branco,
outro dia...
Um Norte magnético!
Uma folha de papel rasgada, precisada de ser escrita.
Um dá sorridente... num vazio... num dia triste.
Num olhar que se despede infinitamente para se sepultar.
Como estátua erquida à beleza idealizada.
Um sonho. Uma palavra. Um silêncio. Um espaço a percorrer.
Ainda em branco...
Ainda em branco...
Entre mim e ti.
O que se quer dizer quando se escreve Sul?
E quando se escreve Sol? Amanhece?
Os autores:
Paulo
Catarina
Rita
Hugo Rafael
Joana
Milú
Helder
Algumas pessoas não conheço. Estavam apenas na nossa mesa e marcaram o meu caderno.
Escrevemos a noite a bater-nos na cara. Eu acredito.
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