terça-feira, outubro 17

quarta-feira, setembro 20

braga

andamos todos em bicos dos pés.

quinta-feira, setembro 7

"(...)Trago boca pra comer
e olhos pra desejar
tenho pressa de viver
que a vida é água a correr

Venho do fundo do tempo
não tenho tempo a perder
minha barca aparelhada
solta rumo ao norte
meu desejo é passaporte
para a fronteira fechada

Não há ventos que não prestem
nem marés que não convenham
nem forças que me molestem
correntes que me detenham

Quero eu e a natureza
que a natureza sou eu
e as forças da natureza
nunca ninguém as venceu

Com licença com licença
que a barca se fez ao mar
não há poder que me vença
mesmo morto hei-de passar
com licença com licença
com rumo à estrela polar"

António Gedeão In Teatro do Mundo, 1958

sexta-feira, julho 14

o regresso aqui:

segunda-feira, julho 3

time is running out...

domingo, junho 11

Lua Adversa

Tenho fases, como a lua
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.
Fases que vão e que vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.
E roda a melancolia
seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases, como a lua...)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu...

Cecília Meirelles
Quando o pensamento são rodas dentadas com uma corda que aperta o coração, como fazer?

Como adormecer num quarto com tão grande janela?

segunda-feira, junho 5

Caetano Veloso - Você Não Me Ensinou a Te Esquecer (ao vivo)

domingo, maio 21

Sobre criar laços. E incubar sentimentos antes de adormecer.

segunda-feira, maio 8

"A tua pequena dor
Quase nem sequer te dói
È só um ligeiro ardor
Que não mata, mas que mói

É uma dor pequenina
Quase como se não fosse
É como uma tangerina
Tem um sumo agridoce

De onde vem essa dor
Se a causa não se vê
Se não é por desamor
Então é uma dor de quê?

Não exponhas essa dor
É preciosa, é só tua
Não a mostres, tem pudor
É o lado oculto da lua

Não é vicio nem costume
Deve ser inquietação
Não há nada que a arrume
Dentro do teu coração (...)"

Carlos Te